quarta-feira, 13 de abril de 2011

Cogumelos: propriedades terapêuticas
Há uma extensa literatura falando dos benefícios desses fungos, especialmente o shiitake, ou Lentinus edodes, e o Agaricus.
O shiitake também é conhecido no ocidente simplesmente como champignon, termo que também é empregado para designar todos os cogumelos comestíveis.

Essa espécie é citada pelos pesquisadores como capaz de reduzir o colesterol, ao lado de uma lista de alimentos que inclui a cevada, o farelo de arroz, a alga marinha, o leite magro e os chás, tanto o verde como o preto.
Essa mesma capacidade também é atribuída ao cogumelo preto asiático, conhecido como mo-er ou "ouvido da árvore". Essa variedade teria uma grande capacidade de "afinar o sangue", afastando os coágulos. Entre os orientais, esse cogumelo é conhecido como "tônico da longevidade". Dale Hammerschmidt, hematologista da Escola de Medicina da Universidade de Minnesota, diz que chegou a observar mudanças importantes nas plaquetas do sangue depois de comer um prato desse cogumelo preto.
Segundo pesquisadores, esse champignon contém vários componentes que "afinam o sangue", inclusive a adenosina, presente também no alho e na cebola. O médico Hammerschmidt acredita que o grande consumo pelos chineses de alho, cebola, cogumelo preto e gengibre explicaria em parte os baixos índices de doenças coronarianas entre eles.
Mas voltemos ao shiitake, que é um dos cogumelos mais consumidos entre nós. Sua principal propriedade seria uma substância descoberta e batizada de lentinan, e que seria um "modificador para melhor da resposta biológica". Alguns estudos teriam demonstrado que essa substância aumenta a atividade imunológica contra o câncer.
O lentinan, segundo algumas publicações, teria sido isolado em 1960 pelo dr. Keneth Cochran, da Universidade de Michigan. Seus estudos provaram que o lentinan exibia uma forte atividade estimulante do sistema imunológico.

A partir daí, uma série de estudos vem considerando o lentinan do shiitake uma substância eficaz para aumentar a imunidade do organismo. O lentinan seria capaz de estimular o funcionamento dos macrófagos, o que aumentaria a produção de interleucina 1, uma substância que combate os tumores.
Também seria capaz de ampliar nas células sua atividade citotóxica, de destruir as células cancerígenas. O cogumelo shiitake ainda teria a capacidade de estimular a proliferação de linfócitos T, células auxiliares especiais de proteção, aumentando também a produção de interleucina-2.
Pesquisas realizadas por cientistas da Universidade de Medicina Smmelweis, em Budapeste, Hungria, também consideram o lentinan capaz de modificar as células, aumentando sua resistência à colonização ou à disseminação de células pulmonares cancerosas. Partindo dessa informação, o shiitake pode ajudar o sistema imunológico a combater e prevenir o câncer. Por conta do lentinan, outros estudos mostraram que o shiitake é capaz de combater o vírus da gripe melhor que uma droga antiviral e antigripal.
Pelo mesmo princípio, e como qualquer alimento que estimule o sistema imunológico, o lentinan poderia ajudar no combate às infecções em geral, incluídas aquelas provocadas pelo HIV. Estudo citado em literatura diz que testes de laboratório conduzidos no Japão constataram que o shiitake é tão eficaz contra o HIV quanto o AZT, a primeira das drogas bem-sucedidas contra o Aids.
Tanto na medicina tradicional chinesa, como no resultado de alguns estudos, o shiitake aparece como sendo o tônico da longevidade, remédio para o coração, para o câncer, para a pressão arterial e para a redução das plaquetas sanguíneas aderentes. Na China, o lentinan é usado no tratamento da leucemia. Ingerido diariamente, o cogumelo shiitake fresco (85 gramas) ou seco (10 gramas) seria capaz de diminuir em 7% e 10% o nível de colesterol, respectivamente.
O cogumelo Agaricus blazei também possui a capacidade de melhorar as defesas do organismo. Vários estudos feitos com essa variedade, por pesquisadores japoneses e norte-americanos, encontraram no cogumelo Agaricus blazei componentes que estimulam a produção de novas células de defesa do organismo, tais como as células B, que produzem anticorpos (imunoglobulinas - imunidade humoral); as células T, que atacam as bactérias e vírus diretamente (imunidade celular) e as células natural killers (NK), que atacam qualquer invasão prejudicial, e representam 15% dos glóbulos brancos do sangue. Os principais componentes ativos presentes no fungo seriam os polissacarídeos Beta-D-glucana, o ácido ribonucléico, heteroglucana, xyloglucana, lecitina, etc. Introduzidos nos glóbulos brancos, esses elementos liberariam anticorpos que destroem ou impedem a proliferação de células cancerígenas A presença de esteróides naturais (ergosterol), também é relevante na ação anti-cancerígena.
Alguns estudos mostram também que cogumelos em geral, principalmente aqueles da variedade Agaricus blazei auxiliariam no controle da pressão arterial, do colesterol e da arteriosclerose pela sua riqueza em fibras e gorduras não saturadas. A espécie blazei também seria rica em vitaminas B1 e B2, além de apresentar grandes quantidades de ergosterol que pode ser convertido em vitamina D2 quando seco ao sol ou desidratado.
Cogumelos: últimas considerações

A busca por substâncias ou métodos que aumentem ou potencializem o sistema imunológico, de forma a induzir uma resistência sem causar efeitos colaterais deletérios ao organismo, tem sido uma das mais importantes buscas da ciência na cura contra o câncer e outras doenças debilitantes.
Diante dos possíveis efeitos benéficos proporcionados pelos cogumelos, especialmente as espécies Lentinus edodes (shiitake) e Agaricus blazei, fica evidenciado a importância de mais pesquisas experimentais e clínicas com esses alimentos, com o objetivo de elucidar de forma mais precisa o papel desses cogumelos como agentes preventivos e curativos.



terça-feira, 22 de março de 2011

O chapéu de cozinheiro

O chapéu de cozinheiro se tornou popular em todo o mundo. Liso ou estampado, o chapéu virou símbolo de hierarquia entre os cozinheiros
Com certeza, você já deve ter se perguntado o porquê do chapéu do cozinheiro ser como é. Além da higiene, há um motivo muito mais nobre!
Apesar da origem incerta, diz a história que o costume vem do século XV, da Europa Medieval, época em que os cozinheiros eram bem pagos e muito respeitados pelos gregos na era bizantina. Em 1453, quando os turcos derrubaram o Império Bizantino e tomaram Constantinopla, fugitivos das invasões bárbaras esconderam-se entre os monges e, para não serem identificados, adotaram as mesmas roupas usadas por eles, incluindo um chapéu negro e alto. Os monges foram os principais estudiosos e praticantes da gastronomia. Era dos monastérios que saíam as receitas mais gostosas da época. Com o passar do tempo, os bons chefs (que estavam entre os fugitivos) mudaram a cor do chapéu para se diferenciarem do clero (a cor usada foi a cinza). Os reis franceses também copiaram a roupa usada por esses monges e, sem querer, acabaram popularizando o chapéu de cozinheiro em todo o mundo.
Este modelo de chapéu só chegou à cozinha após quatro séculos (século XIX), introduzido através do célebre chef Antonin Carême (que adotou o chapéu utilizado por um de seus auxiliares e reformulou os trajes dos cozinheiros). Surge então o toque blanche (touca branca). Cada país tinha seu tipo específico de chapéu. Franceses e italianos utilizavam uma variação de touca de dormir com pompom e tudo; os chapéus espanhóis lembravam os dos toureiros; os alemães, um capacete militar; os ingleses adotavam um tipo de boné escocês bem engomado.
Chef Antoin Carême fez surgir a tradição do chapéu do chef de cozinha
Também na França (Idade Média), no reinado de Luís XIII (1601-1643) – mais ainda no de seus sucessores Luís XIV e Luís XV, a arte culinária tinha tamanha importância que os cozinheiros passaram a ser chamados de officiel de bouche (oficial da boca, título militar recebido por eles. Ser cozinheiro sempre foi considerado algo muito importante!
Já percebeu que existem vários modelos de chapéu de cozinheiro? Isso, porque dentro da cozinha, como em todas as outras funções e cargos palacianos, sempre existiu uma hierarquia. As diferentes alturas dos chapéus identificavam o posto exercido por cada um, sendo que o chef de cuisine (chefe da cozinha) sempre usava o chapéu mais alto e seus auxiliares, apenas um boné. Também havia uma diferenciação na maneira de usá-lo, uma espécie de linguagem, ditando o perfil do chef. Inflado e caído para trás, era considerado autoritário; inclinado sobre uma orelha, passava por presunçoso; achatado no alto era um chef negligente ou filósofo do fogão.
Atualmente, empregados e subalternos usam em forma de um barrete baixo; chef de partie (chefe encarregado de uma determinada área da produção), alongado; mas só o sous chef (subchefe, assistente direto do chef executivo, o segundo no comando) e o chef (responsável por tudo relacionado à cozinha, como criação de menus, gestão, pagamento dos funcionários, ordenação e design) têm direito a usar bem alto, tão alto que às vezes chega a raspar no batente da porta. Com certeza, uma questão de estilo!
Tradicionalmente, um chapéu de chef é bastante alto, 9-12″ (228-305 mm) e tem pregas verticais que correm em volta do corpo do chapéu. Outra curiosidade é o número de plissados que indica a experiência do cozinheiro. Quanto mais plissados, maior sua experiência. Feitos de tecido engomado, principalmente de algodão ou de papel, o chapéu de chef pode vir em vários tamanhos, cores e estampas; sendo este, descartável. Percebe-se que atualmente leva-se em conta apenas a altura. A moda quem dita ainda é a França, símbolo da Gastronomia.




quarta-feira, 9 de março de 2011

A Cozinha da Casa de Rubem Alves

COZINHA "Qual é o lugar mais importante da sua casa? Eu acho que essa é uma boa pergunta para início de uma sessão de psicanálise. Porque quando a gente revela qual é o lugar mais importante da casa, a gente revela também o lugar preferido da alma. Nas Minas Gerais onde nasci o lugar mais importante era a cozinha. Não era o mais chique e nem o mais arrumado. Lugar chique e arrumada era a sala de visitas, com bibelôs, retratos ovais nas paredes, espelhos e tapetes no chão. Na sala de visitas as crianças se comportavam bem, era só sorriso e todos usavam máscaras. Na cozinha era diferente: a gente era a gente mesmo, fogo, fome e alegria.
"Seria tão bom, como já foi...", diz a Adélia. A alma mineira vive de saudade. Tenho saudade do que já foi às velhas cozinhas de Minas, com seus fogões de lenha, cascas de laranja secas, penduradas, para acender o fogo, bule de café sobre a chapa, lenha crepitando no fogo, o cheiro bom da fumaça, rostos vermelhos. Minha alma tem saudades dessas cozinhas antigas...
Fogo de fogão de lenha é diferente de todos os demais fogos. Veja o fogo de uma vela acesa sobre uma mesa. É fogo fácil. Basta encostar um fósforo aceso no pavio da vela para que ela se acenda. Não é preciso nem arte nem ciência. Até uma criança sabe. Só precisa um cuidado: deixar fechadas as janelas para que um vento súbito não apague a chama. O fogo do fogão é outra coisa. Bachelard notou a diferença: "A vela queima só. Não precisa de auxílio. A chama solitária tem uma personalidade onírica diferente da do fogo na lareira. O homem, diante de um fogo prolixo pode ajudar a lenha a queimar, coloca uma acha suplementar no tempo devido. O homem que sabe se aquecer mantém uma atitude de Prometeu. Daí seu orgulho de atiçador perfeito..." Fogo de lareira é igual ao fogo do fogão de lenha. Antigamente não havia lareiras em nossas casas. O que havia era o fogo do fogão de lenha que era, a um tempo, fogo de lareira e fogo de cozinhar.
As pessoas da cidade, que só conhecem a chama dos fogões a gás, ignoram a arte que está por detrás de um fogão de lenha aceso. Se os paus grossos, os paus finos e os gravetos não forem colocados de forma certa, o fogo não pega. Isso exige ciência. E depois de aceso o fogo é preciso estar atento. É preciso colocar a acha suplementar, do tamanho certo, no lugar certo. Quem acende o fogo do fogão de lenha tem de ser também um atiçador.
O fogão de lenha nos faz voltar "às residências de outrora, as residências abandonadas, mas que são, em nossos devaneios, fielmente habitadas" (Bachelard). Exupéry, no tempo em que os pilotos só podiam se orientar pelos fogos dos céus e os fogos da terra, conta de sua emoção solitária no céu escuro, ao vislumbrar, no meio da escuridão da terra, pequenas luzes: em algum lugar o fogo estava aceso e pessoas se aqueciam ao seu redor.
Já se disse que o homem surgiu quando a primeira canção foi cantada. Mas eu imagino que a primeira canção foi cantada ao redor do fogo, todos juntos se aquecendo do frio e se protegendo contra as feras. Antes da canção, o fogo. Um fogo aceso é um sacramento de comunhão solitária. Solitária porque a chama que crepita no fogão desperta sonhos que são só nossos. Mas os sonhos solitários se tornam comunhão quando se aquece e come.
Nas casas de Minas a cozinha ficava no fim da casa. Ficava no fim não por ser menos importante, mas para ser protegida da presença de intrusos. Cozinha era intimidade. E também para ficar mais próxima do outro lugar de sonhos, a horta-jardim. Pois os jardins ficavam atrás. Lá estavam os manacás, o jasmim do imperador, as jabuticabeiras, laranjeiras e hortaliças. Era fácil sair da cozinha para colher chuchus, quiabo, abobrinhas, salsa, cebolinha, tomatinhos vermelhos, hortelã e, nas noites frias, folhas de laranjeira para fazer chá.
Ah! Como a arquitetura seria diferente se os arquitetos conhecessem também os mistérios da alma! Se Niemeyer tivesse feito terapia, Brasília seria outra. Brasília é arquitetura de arquitetos sem alma. Se eu fosse arquiteto minhas casas seriam planejadas em torno da cozinha. Das coisas boas que encontrei nos Estados Unidos nos tempos em que lá vivi estava o jeito de fazer as casas: a sala de estar, a sala de jantar, os livros, a escrivaninha, o aparelho de som, o jardim, todos integrados num enorme espaço integrado na cozinha. Todos podiam participar do ritual de cozinhar, enquanto ouviam música e conversavam. O ato de cozinhar, assim, era parte da convivência de família e amigos, e não apenas o ato de comer. Eu acho que nosso costume de fazer cozinhas isoladas do resto da casa é uma reminiscência dos tempos em que elas eram lugar de cozinheiras negras escravas, enquanto as sinhás e sinhazinhas se dedicavam, em lugares mais limpos, a atividades próprias de dondocas como o ponto de cruz, o frivolité, o crivo, a pintura e a música. Se alguém me dissesse, arquiteto, que o seu desejo era uma cozinha funcional e prática, eu imediatamente compreenderia que nossos sonhos não combinavam delicadamente me despediria e lhes passaria o cartão de visitas de um arquiteto sem memórias de cozinhas de Minas.
As cozinhas de fogão de lenha não resistiram ao fascínio do progresso. As donas de casa, em Minas, por medo de serem consideradas pobres, dotaram suas casas de modernas cozinhas funcionais, onde o limpíssimo e apagado fogão a gás tomou o lugar do velho fogão de lenha. As cozinhas, agora, são extensões da sala de visitas. Mas isto é só para enganar. A alma delas continua a morar nas cozinhas velhas, agora transferidas para o quintal, onde a vida é como sempre foi. Lá é tão bom, porque é como já foi.
Eu gostaria de ser muitas coisas que não tive tempo e competência para ser. A vida é curta e as artes são muitas. Gostaria de ser pianista, jardineiro, artista de ferro e vidro - talvez monge. E gostaria de ter sido um cozinheiro. Babette. Tita. Meu pai adorava cozinhar. Eu me lembro dele preparando os peixes, cuidadosamente puxando a linha que percorre o corpo dos papa-terras, curimbas, para que não ficassem com gosto de terra. E me lembro do seu rosto iluminado ao trazer para a mesa o peixe assado no forno.
Faz tempo, num espaço meu, eu gostava de reunir casais amigos uma vez por mês para cozinhar. Não os convidava para jantar. Convidava para cozinhar. A festa começava cedo, lá pelas seis da tarde. E todos se punham a trabalhar, descascando cebola, cortando tomates, preparando as carnes. Dizia Guimarães Rosa: "a coisa não está nem na partida e nem na chegada, mas na travessia." Comer é a chegada. Passa rápido. Mas a travessia é longa. Era na travessia que estava o nosso maior prazer. A gente ia cozinhando, bebericando, beliscando petiscos, rindo, conversando. Ao final, lá pelas onze, a gente comia. Naqueles tempos o que já tinha sido voltava a ser. A gente era feliz.
Sinto-me feliz cozinhando. Não sou cozinheiro. Preparo pratos simples. Gosto de inventar. O que mais gosto de fazer são as sopas. Vaca atolada, sopa de fubá, sopa de abóbora com maracujá, sopa de berinjela, sopa da mandioquinha com manga, sopa de coentro... Você já ouviu falar em sopa de coentro? É sopa de portugueses pobres, deliciosa, com muito azeite e pão torrado. A sopa desce quente e, chegando ao estômago, confirma... A culinária leva a gente bem próximo das feiticeiras. Como a Babette (A festa de Babette) e a Tita (Como água para chocolate)..."

 (Correio Popular, Caderno C, 19/03/2000).





sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

SALADA TROPICAL

 INGREDIENTES:

  • UM PACOTE DE MASSA SÊMOLA COM OVOS EM PARAFUSO
  • UMA CENOURA GRANDE RALADA
  • 250 GR DE TENDER CORTADO EM CUBOS
  • UMA LATA DE ABACAXI EM CALDA, ESCORRIDO E CORTADO EM CUBOS
  • 300 GR DE UVA ITÁLIA, CORTADA AO MEIO E SEM SEMENTES
  • UMA LATA DE CREME DE LEITE
  • DUAS COLHERES DE SOPA DE MOSTARDA
  • SAL E PIMENTA DO REINO A GOSTO

COMO FAZER:

  • PREPARE O MACARRÃO PARAFUSO CONFORME AS INSTRUÇÕES
  • DEIXE O MACARRÃO ESFRIAR E COLOQUE NUMA SALADEIRA.
  • MISTURE TODOS OS INGREDIENTES SÓLIDOS.
  • FAÇA UM MOLHO COM O CREME DE LEITE, A MOSTARDA, O SAL E A PIMENTA DO REINO
  • REGUE O MACARRÃO E LEVE PARA GELADEIRA ATÉ NA HORA DE SERVIR.



domingo, 23 de janeiro de 2011

CHEF DE COZINHA

"Vocês já devem ter ouvido falar até por que esta profissão está em evidência e por isso vários cursos profissionalizantes foram abertos, diversos nomes estão em alta e na mídia existe um monte de programas apresentados por chefs de cozinha.
Mas vocês sabem exatamente o que faz um chef de cozinha?
“O chefe de cozinha é o profissional responsável pela seleção dos ingredientes, pela preparação dos pratos, pela combinação dos sabores e pela sua apresentação. É de responsabilidade do chefe de cozinha manter a ordem e a higiene na cozinha, além de coordenar seus auxiliares no preparo dos pratos. Esse profissional trabalha em conjunto com o gastrônomo, seguindo projetos de cardápio estabelecidos por ele e ajudando-o a relacionar aperitivos, pratos frios, principais, sobremesas e bebidas. Na ausência de um gastrônomo no estabelecimento, suas funções são realizadas pelo chefe de cozinha.”

Outra definição que encontramos foi a da Classificação Brasileira de Ocupações – CBO do Ministério do Trabalho: “Chef de Cozinha ou Tecnólogo em Gastronomia são os profissionais que criam e elaboram pratos e cardápios, atuando direta e indiretamente na preparação dos alimentos. Gerenciam brigadas de cozinha e planejam as rotinas de trabalho. Podem gerenciar, ainda, os estoques e atuar na capacitação de funcionários.”
Pra ser um bom chef e se dar bem na profissão é necessário que a pessoa tenha algumas características, tais como:
•Organização
•Criatividade
•Higiene
•Metodologia
•Gosto por misturar sabores
•Liderança
•Gostar de fazer experiências
•Gosto por misturar aromas, sabores e cores.

Existem várias áreas de atuação para o chef de cozinha, como por exemplo: restaurantes, churrascarias, pizzarias, bares, eventos, refeitórios de empresas públicas ou privadas, hotéis, spas, pousadas, cruzeiros, em casas de família como cozinheiros particulares e também prestando assessoria e consultoria gastronômica.
O mercado de trabalho está bem aquecido e vem crescendo a cada dia.
E agora vamos falar sobre a brigada de um cozinha:

- A equipe de um restaurante ou uma cozinha industrial é formada por vários profissionais que são subordinados ao chef de cozinha.
São eles:
Souschef: é o sub-chef da cozinha
Aboyeur: é o responsável por levar o pedido da sala de jantar à cozinha.
Boucher ou Buche: é o açougueiro da cozinha
Guarde-manger: responsável pela preparação de alimentos frios
Légumier: quem prepara os legumes.
Patissier: quem prepara massas, doces e sobremesas.
Poissonier: quem prepara os peixe e molhos.
Potagier: quem prepara as sopas.
Rôtisseur: quem prepara carnes assadas e ao vapor, com seu molho apropriado."








GASTRONOMIA

"A gastronomia – esta expressão nasce no grego antigo: gastros, ‘estômago’, e nomia, ‘lei, conhecimento – é uma arte que engloba a culinária, ofício de preparar alimentos; as bebidas; a matéria-prima de que se valem os profissionais para a elaboração dos pratos e, enfim, todos os recursos culturais ligados a esta criação.
A história da gastronomia se perde nos primórdios da existência da Humanidade, iniciando-se provavelmente, segundo os historiadores, no período paleolítico, assim que o Homem começou a caçar. Uma nova etapa se descortinou para o ser humano quando ele se tornou sedentário, fixando-se a terra, impulsionando então a agricultura e o domínio dos animais. Esta ação proporcionou uma riqueza alimentar antes desconhecida, possibilitando o crescimento da população e o desenvolvimento das migrações, sempre que se esvaíam os bens naturais.
Apenas os egípcios e os mesopotâmicos mantiveram-se em sua própria terra, graças à intensa e permanente fertilidade propiciada pelos rios Nilo, Tigre e Eufrates. Os pioneiros na arte gastronômica foram os indianos, africanos, árabes, japoneses, chineses e os italianos da era do Império Romano. Logo a fartura resultante da abundância de alimentos gerou o comércio, pois havia a carência de determinados produtos em uma ou outra região, assim era preciso estabelecer um intercâmbio entre estes territórios. O comerciante gerava um fenômeno até este momento inédito, alguns alimentos novos tornavam-se indispensáveis para as pessoas, implementando ainda mais os trâmites comerciais.
Para resistir aos longos deslocamentos sem deteriorar, os alimentos foram protegidos com a adição de temperos e resinas, e cedo o Homem se deu conta da potencialidade de algumas ervas aromática, as quais incrementavam o paladar dos alimentos, além de ajudar na sua preservação. A procura destas plantas deu início a grandes transformações sócio-políticas, como o fim do Império Romano, o início dos Descobrimentos, entre outras.
A França não tardou a se tornar um grande centro gastronômico. A união do rei Louis de França com a filha da Itália Catherine de Médici, considerada a rainha das panelas, foi o princípio de uma história de sucesso para a Gastronomia em solo francês. No ano de 1748 despontou neste país um gourmet – como é designado o cozinheiro na França – de imenso talento, Antoine Careme, que já aos 17 anos era contratado para ser o cozinheiro oficial do Palácio Champps-Elisée. Posteriormente, ele foi trabalhar com o imperador Alexandre da Áustria e depois serviu com seus talentos o Barão de Rothschild, o homem mais rico e poderoso da França. Em 1885 o maior cozinheiro do Planeta também era francês, August Scouffier, o qual criou um código relacionando todos os elementos gastronômicos essenciais para uma cozinha, o que contribuiu para um requinte sem igual na Gastronomia.
Na década de 60, Paul Bocuse, Gault Millan e Jean Michelli subverteram esta arte ao criarem a Nouvelle Cuisine Française. Há uma diferença fundamental entre a Gastronomia e a Culinária. O gastrônomo ou gourmet também cozinha, mas ele está igualmente atento à sofisticação dos pratos, preocupando-se em expor da melhor forma possível os alimentos preparados. Assim, ele observa as vestes, a música e a dança mais apropriadas para se aliar a determinadas refeições, transformando este momento em uma verdadeira cerimônia alimentar, não só voltada para a sobrevivência do Homem, mas principalmente para lhe despertar o máximo prazer."


sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

ALGUMAS RECEITAS COM PEIXE

FILÉ DE PEIXE COM MOLHO ROSÉ

INGREDIENTES:

  • UM KG DE FILÉ DE PEIXE
  • UMA CAIXA DE CREME DE LEITE
  • UM PACOTE DE CREME DE CEBOLA
  • UMA LATA DE POMAROLA
  • NOZ MOSCADA
  • CHEIRO VERDE
  • QUEIJO RALADO

COMO FAZER:

  • ESPALHE A POMAROLA EM UM PIREX E COLOQUE OS FILÉS DE PEIXE
  • MISTURE O CREME DE LEITE COM O CREME DE CEBOLA E DESPEJE SOBRE OS FILÉS
  • SALPIQUE NOZ MOSCADA E QUEIJO RALADO
  • LEVE AO FORNO ALTO POR, APROXIMADAMENTE, 10 MINUTOS A 15 MINUTOS.

FILÉ DE PEIXE AO MOLHO DE REQUEIJÃO E CREME DE LEITE

INGREDIENTES:
  • UM KG DE FILÉ DE PEIXE
  • UM POTE DE REQUEIJÃO (250GR)
  • UMA CAIXA DE CREME DE LEITE (200GR)
  • SAL, LIMÃO, COENTRO, TEMPERO PRONTO PARA PEIXE

MODO DE FAZER:
  • TEMPERAR OS FILÉS COM SAL E LIMÃO
  • MISTURAR O REQUEIJÃO COM O CREME DE LEITE E UM POUCO DO TEMPERO PRONTO DE PEIXE
  • COLOCAR ESTA MISTURA NUM REFRATÁRIO E POR OS FILÉS DE PEIXE
  • SALPICAR O COENTRO SOBRE O PEIXE
  • ASSAR POR VINTE MINUTOS

SERVIR COM ARROZ BRANCO E PURÊ DE BATATA.

Receita de Salmão ao molho de maracujá

INGREDIENTES
- 1 kilo de salmão
- Suco de 1 limão
- Sal e pimenta a gosto
- Azeite ou manteiga para fritar

Molho:

- 1 colher (sopa) de manteiga
- 1 xícara (chá) de mel
- 300 ml de suco de maracujá
- 1 colher (sobremesa) de amido de milho


MODO DE FAZER

- Coloque o salmão em um recipiente e tempere com limão, sal e pimenta. Deixe no tempero por cerca de 30 minutos. A seguir, aqueça o azeite ou manteiga em uma frigideira e frite o salmão. Acomode em um refratário. Decore com figos e regue com o molho.

Molho
:

- Em uma panela derreta a manteiga e adicione o suco de maracujá. Reserve um pouco. Deixe ferver. Acrescente o amido dissolvido com o suco de maracujá reservado e o mel cozinhe por cerca de 2 a 3 minutos.




segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Baguete pizza

Ingredientes

  • 300 g de queijo mussarela ralado no ralo grosso
  • 100 g de presunto ralado no ralo grosso
  • Uma lata de molho de tomate sabor pizza
  • Duas minibaguetes
  • Para regar:
  • Azeite de oliva

Modo de Preparo

1.     Em uma tigela pequena, misture a mussarela, o presunto e o molho de tomate sabor pizza até ficar homogêneo.
2.     Preaqueça o forno em temperatura média (180°C).
3.     Corte os pães ao meio, no sentido horizontal, e retire um pouco do miolo, formando quatro barquetes.
4.     Distribua a pasta nos barquetes, regue com azeite e polvilhe o orégano.
5.     Leve ao forno por 10 minutos ou até o queijo derreter. Sirva em seguida.



A HISTÓRIA DO PÃO

O pão é um alimento que resulta do cozimento de uma massa feita com farinha de certos cereais, principalmente trigo, água e sal.
 
    Seu uso na alimentação humana é antiquíssimo. Pelas informações que se têm, a história mais remota do pão se origina em milhares de anos a.C., quando era feito com glandes de carvalho e faia trituradas, sendo depois lavado com água fervente para tirar o amargor. Em seguida, essa massa secava-se ao sol, e se faziam broas com farinha.

    Conta ainda a história que, antes de servirem para fazer pão, as farinhas, de diversos cereais, eram usadas em sopas e mingaus. Posteriormente se passou a misturar nas farinhas mel, azeite doce, mosto de uva, tâmaras esmagadas, ovos e carne moída, formando-se espécie de bolos, que teriam precedido o pão propriamente dito. Esses bolos eram cozidos sobre pedras quentes ou sob cinzas.

    Os primeiros pães também foram assados sobre pedras quentes ou debaixo de cinzas, datando, ao que consta, do VII milênio a.C. a utilização de fornos de barro para cozimento de pães. Foram os egípcios os primeiros que usaram os fornos, sendo atribuída a eles também a descoberta do acréscimo de líquido fermentado à massa do pão para torná-la leve e macia.

    No Egito, o pão era o alimento básico. Segundo Heródoto, era amassado com os pés, e normalmente feito de cevada ou espelta, espécies de trigo de qualidade inferior. Os pães preparados com trigo de qualidade superior eram destinados apenas aos ricos. Com o pão no Egito também se pagavam salários: um dia de trabalho valia três pães e dois cântaros de cerveja. Os judeus também fabricavam seus pães na mesma época, porém não utilizavam fermentos por acreditarem que a fermentação era uma forma de putrefação e impureza. A Jeová só ofereciam pão ázimo, sem fermento, o único que consomem até hoje na Páscoa.

    Na Europa o pão chegou através dos gregos. O pão romano era feito em casa, pelas mulheres, tendo passado, posteriormente, a ser fabricado em padarias públicas, surgindo, então, os primeiros padeiros. Isto teria acontecido, segundo o filósofo romano Plínio, o Antigo, depois da conquista da Macedônia, em 168 a.C. Na Antiguidade, os deuses - e os mortos - egípcios, gregos e romanos eram honrados com oferendas de animais, flores em massa de pão. Era comum, ainda, entre egípcios e romanos, a distribuição de pães aos soldados, como complemento do soldo, tendo perdurado este costume na Idade Média.



segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

RECEITA DE FILÉ DE PESCADA AO MOLHO DE MOSTARDA

INGREDIENTES
- 1kg de pescada branca
- suco de um limão
- sal e pimenta a gosto
- farinha de trigo para empanar
- óleo para fritar

MOLHO MOSTARDA:

- 1 colher (sopa) de manteiga
- 1 cebola pequena ralada
- 200g de mostarda
- 200g de creme de leite
- 1 xícara (chá) de suco de maracujá
- 1/2 xícara (chá) de mel

MODO DE FAZER
- Em um recipiente coloque os filés de pescada
- Tempere-os com pimenta, sal e o suco de limão misturados previamente
- Deixe no tempero por aproximadamente 30 minutos (para pegar gosto)
- A seguir, passe pela farinha de trigo e frite em óleo quente
- Escorra sobre papel absorvente
- Acomode em um refratário
- Regue com o molho

MOLHO:

- Em uma panela coloque a manteiga e deixe derreter
- Adicione a cebola e refogue
- Acrescente o mel, suco de maracujá e a mostarda
- Cozinhe pro aproximadamente 5 minutos
- Adicione o creme de leite, misture e desligue

DICA:
- Se desejar, substitua o suco de maracujá por suco de laranja ou abacaxi.




OS BENEFÍCIOS DO MOLHO DE TOMATE

"Rico em nutrientes, o tomate é excelente fonte das vitaminas A, B e C, e de sais minerais como fósforo, ferro, potássio e magnésio, que conferem inúmeras vantagens ao organismo, entre elas a manutenção da saúde da pele, da visão e do sistema nervoso. Todas essas características do tomate são mantidas no molho de tomate, inclusive o baixo valor calórico do alimento, tornando-o uma opção alimentar nutritiva e aliada da boa forma física.  

Um fator diferencia do ponto de vista nutricional o tomate e o molho de tomate: a quantidade de licopeno. De acordo com um estudo desenvolvido pela Universidade de Düsseldorf, na Alemanha, o licopeno presente no molho de tomate é mais facilmente absorvido do que o presente no tomate in natura.

A explicação para isso é simples: para transformar o tomate em molho, ele deve ser cozido. Durante esse processo, o licopeno é liberado pelos tecidos vegetais do tomate, onde o pigmento fica armazenado. Ou seja, o cozimento do tomate faz com que o licopeno seja facilmente liberado, tornando-o mais acessível para a digestão, possibilitando, assim, uma absorção mais fácil por quem o ingere.

Responsável pela cor vermelha do tomate, o licopeno é mais que um simples pigmento. A substância é antioxidante, o que quer dizer que neutraliza os radicais livres, evitando o envelhecimento precoce. Além disso, protege o organismo contra doenças como o câncer de próstata, de mama, arteriosclerose e riscos cardíacos."



sábado, 8 de janeiro de 2011

ERVAS USADAS NA CULINÁRIA

Alho

O alho é utilizado em todo o mundo. Seu sabor combina muito com carne, peixes e legumes. O alho tem uma utilização muito ampla na culinária nacional.

Azedinha

Um tempero muito usado na Europa durante a primavera, pode ser consumida cozida ou crua. Seu sabor ácido da um toque todo especial nas saladas.

Raiz-Forte

A raiz-forte é sem dúvida uma erva picante, seu nome já o diz. Utilizada principalmente para realçar maioneses e molhos que acompanham carnes frias. Também é muito usada na culinária japonesa.
Manjerona

Considerada indispensável na cozinha mediterrânea, a manjerona combina com carnes, tomates, batata e arroz. Muito parecida com o orégano, a manjerona tem um aroma mais fino do que o seu concorrente, associando-se mais facilmente a outras ervas.

Menta

A menta é muito usada na Europa para temperar o cordeiro, ervilha e batatas. Em outras regiões ela é usada em saladas, em sorbet, em chás ou simplesmente misturado com queijo de cabra e pepino, como fazem na Grécia.

Orégano

Indispensável no preparo de pizzas, o orégano é o companheiro perfeito do tomate, do pimentão, da berinjela, da abobrinha e das massas. Também combina muito bem com carnes brancas, como a vitela e o peito de frango.

Salsa

Conhecida como salsinha, a salsa além de ser decorativa acrescenta cor e sabor aos omeletes, saladas, molhos, purês de batatas, patês e sopas. São encontradas duas variedades da salsa. A salsa crespa, mais decorativa e em forma de buque, e, a mais comum, a lisa, que é mais aromática e suporta melhor o cozimento.

Sálvia

A Sálvia serve para perfumar as carnes, principalmente a carne de porco, o coelho e a vitela. Seu sabor, ligeiramente amargo, combina com legumes secos, queijos e lingüiças. Vai muito bem com carnes grelhadas e com molhos.

Estragão

Usado no preparo de molhos, pratos com ovos, frango, saladas e sopas. O estragão tem um gosto picante que ajuda a realçar alimentos sem sabor. Muito usado no preparo de vinagres de vinhos brancos.

ERVAS USADAS NA CULINÁRIA

Manjericão

Erva fina de odor marcante, o manjericão combina muito bem com tomate, berinjela, abobrinha, frango e vitela. Como o calor diminui seu aroma, fica melhor se adicionado no final da receita.


Louro

A folha de Louro é um dos componentes do "Bouquet Garni". O Louro combina com sopas, peixe em geral, carnes, frango e terrines.
Geralmente uma folha basta para aromatizar o prato.


Cebolinha

Cortada em pequenas rodelas a cebolinha realça as saladas, os ovos e as omeletes, o queijo branco e os molhos. A cebolinha ajuda também na decoração de pratos.
A cebolinha faz parte das ervas finas junto com salsa e estragão

Coentro

O coentro é uma das ervas mais usadas no nordeste brasileiro. Possui um perfume incomparável, refrescante e de sabor marcante. Combina muito bem com o peixe, frutos do mar, frango e legumes. Suas sementes são usadas para temperar marinadas.

Tomilho

Muito apreciado nas cozinhas europeas, o tomilho é um elemento importante do "Bouquet Garni". Seu perfume lembra a "Provence", região da França onde é muito encontrado. Combina muito bem com sopas, molhos de tomate, legumes em geral, carnes vermelhas e terrine.

Dill

Com o sabor voltado para o anis, ele combina muito bem com peixes em geral, omeletes, batatas, saladas verdes e creme de leite fresco. Suas sementes são usadas para temperar vinagres, marinadas e pepinos em conserva.




Erva Doce

As folhas da Erva Doce combinam muito bem com peixes grelhados ou cozidos em papelote. Este tempero fica delicioso servido com grande variedade de carnes como frango, vitela e outras. O seu aroma doce, como o anis, tempera muito bem saladas, molhos e o creme fresco.




ARROZ TROPEIRO

Receita de Arroz tropeiro
INGREDIENTES

- 500 gramas de carne seca dessalgada
- 100 gramas de toucinho defumado
- 200 gramas de lingüiça seca
- 100 gramas de lombo defumado
- 1 colher (sopa) de cebola e alho
- 2 colheres (sopa) de óleo
- 2 xícaras (chá) de arroz lavado
- 1 pimenta vermelha
- 6 xícaras (chá) de água fervendo

Acompanhamentos
- Salada de folhas
- Banana da terra a milanesa

MODO DE FAZER

- Em uma frigideira funda, aqueça o óleo e frite o toucinho. Junte o lombo cortado em cubos e a linguiça. Deixe fritar. Coloque o alho, a cebola e a pimenta (opcional). Refogue. Acrescente o arroz, a carne seca cozida previamente, a água quente e cozinhe por aproximadamente 11 a 15 minutos (até secar e ficar "al dente"). Desligue. Decore com cebolinha e salsinha.

Dica: Sirva com banana a milanesa e salada verde.

Obs. Deixe o lombo e a carne seca de molho em água de um dia para o outro. Em seguida, cozinhe e reserve.



sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

ORIGEM DO PÃO DE QUEIJO

"O Pão de Queijo Tradicional, consumido em todo o país, tem uma mesma receita típica, cuja origem é incerta, mas que parece ter-se originado no Estado de Minas Gerais.

Pelo que se especula, o pão de queijo originou-se de um biscoito de polvilho que era preparado pelas cozinheiras das fazendas mineiras para seus senhores, desde o século XVIII.  Acrescido de ovos, sal, leite, óleo e queijo, aquele biscoito de polvilho transformou-se no pão de queijo hoje largamente consumido em todo o país. A popularização do pão de queijo só se deu a partir da década de 1950, e hoje eles são fabricados por centenas de empresas brasileiras e exportados congelados para dezenas de países nos vários continentes.  Estima-se que a produção nacional do pão de queijo atinja atualmente de 6 a 7 mil toneladas mensais.

Existem dezenas de receitas de pão de queijo, adotadas e utilizadas artesanalmente ou por diferentes fábricas por todo o país, com diferentes tipos, quantidades e variedades de ingredientes e de queijo. Algumas receitas usam polvilho doce, outras o polvilho azedo; algumas receitas escaldam a mistura apenas com leite, outras adicionam gordura ou água ao leite. Em conseqüência disto, o pão de queijo ainda não possui padrões de identidade e qualidade estabelecidos, o que possibilitou o surgimento de produtos com características diversificadas.

Atualmente, existem receitas criativas, que vão surgindo pelo país para atender diferentes sabores, preferências e  mercados. Já existem pães de queijo temperados com diferentes ervas ou recheados com diferentes sabores.
Observa-se, entretanto, no mercado brasileiro, que um grande número de fabricantes de pão de queijo utiliza essência de queijo em substituição ou de forma complementar ao queijo, na produção de seus pães de queijo, com o objetivo de reduzir os custos de produção de seus produtos."




quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

PIZZA DE BATATA PALHA

PIZZA DE BATATA PALHA

Ingredientes


Qtde
Medida
Ingrediente
140
Grama(s)
Batata palha
400
Grama(s)
Mussarela ralada
4
Colher(es) de sopa
Molho de tomate

Modo de preparo

1. Numa forma de pizza bem untada com manteiga e bem enfarinhada, coloque 140g de batata palha (formando um disco). Acrescente por cima, 400 g de mussarela ralada; as 4 colheres ( sopa) de molho de tomate. Com a base pronta, monte o recheio que quiser.   
2. Coloque, a gosto, fio de azeite, orégano. Leve ao forno pré-aquecido 180° até derreter a mussarela - 15 a 20 minutos.
 
 
 

VIDA LONGA E SAUDÁVEL

"Visando a longevidade saudável, eis os vinte
conselhos de Harvard e Cambridge...
As universidades de Harvard e Cambridge publicaram recentemente um compêndio
com 20 Conselhos saudáveis para melhorar a qualidade de vida de forma
prática e habitual:
1- um copo de suco de laranja
diariamente para aumentar o ferro e repor a vitamina C.
2- salpicar canela no café
(mantém baixo o colesterol e estáveis os níveis de açúcar no sangue).
3- trocar o pãozinho tradicional pelo pão integral
O pão integral tem quatro vezes mais fibra, três vezes mais zinco e quase duas vezes
mais ferro que tem o pão branco.
4- mastigar os vegetais por mais tempo.
Isto aumenta a quantidade de químicos anticancerígenos liberados no corpo.
Mastigar libera sinigrina. E quanto menos se cozinham os vegetais, melhor
efeito preventivo têm.
5- adotar a regra dos 80%:
servir-se menos 20% da comida que costuma comer, evita transtornos
gastrintestinais, prolonga a vida e reduz o risco de diabetes e ataques de
coração.
6- LARANJA o futuro está na laranja,
que reduz em 30% o risco de câncer de pulmão.
7- fazer refeições coloridas como o arco-íris.
Comer DIARIAMENTE, uma variedade de vermelho, laranja, amarelo, verde,
roxo e branco em frutas e vegetais, cria uma melhor mistura de
antioxidantes, vitaminas e minerais.
8- comer pizza, macarronada ou qualquer outra coisa com molho de tomate.
Mas escolha as pizzas de massa fininha. O Licopeno, um antioxidante dos
tomates pode inibir e ainda reverter o crescimento dos tumores; e ademais é
melhor absorvido pelo corpo quando os tomates estão em molhos para massas ou
para pizza.

9- limpar sua escova de dente e trocá-la regularmente.
As escovas podem espalhar gripes e resfriados e outros germes. Assim, é
recomendado lavá-las com água quente pelo menos quatro vezes à semana
(aproveite o banho no chuveiro), sobretudo após doenças, quando devem ser
mantidas separadas de outras escovas.
10- realizar atividades que estimulem a mente e fortaleçam sua memória...
Faça alguns testes ou quebra-cabeças, palavras-cruzadas, aprenda um
idioma, alguma habilidade nova... Leia um livro e memorize parágrafos;
escreva, estude, aprenda. Sua mente agradece e seus amigos também, pois é
interessante conversar com alguém que tem assunto.
11- usar fio dental e não mastigar chicletes.
Acreditem ou não, uma pesquisa deu como resultado que as pessoas que
mastigam chicletes têm mais possibilidade de sofrer de arteriosclerose, pois
tem os vasos sanguíneos mais estreitos, o que pode preceder a um ataque do
coração. Usar fio dental pode acrescentar seis anos a sua idade biológica
porque remove as bactérias que atacam aos dentes e o corpo.
12- Rir.
Uma boa gargalhada é um 'mini-workout', um pequeno exercício físico:
100 a 200 gargalhadas equivalem a 10 minutos de corrida.
Baixa o estresse e acorda células naturais de defesa e os anticorpos.
13- Não descascar com antecipação
Os vegetais ou frutas, sempre frescos, deve ser cortado e descascados na
hora em que forem consumidos. Isso aumenta os níveis de nutrientes contra o
câncer. Sucos de fruta têm que ser tomados assim que são preparados.
14- ligar para seus parentes/pais de vez em quando.
Um
estudo da Faculdade de Medicina de Harvard concluiu que 91% das pessoas
que não mantém um laço afetivo com seus entes queridos, particularmente com
a mãe, desenvolvem alta pressão, alcoolismo ou doenças cardíacas em idade
temporã.
15- Desfrutar de uma xícara de chá.
O chá comum contém menos níveis de antioxidantes que o chá verde, e beber
só uma xícara diária desta infusão diminui o risco de doenças coronárias.
Cientistas israelenses também concluíram que beber chá aumenta a sobrevida
depois de ataques ao coração.
16- Ter um animal de estimação.
As pessoas que não têm animais domésticos sofrem mais de estresse e
visitam o médico regularmente, dizem os cientistas da Cambridge University.
Os mascotes fazem você sentir se otimista, relaxado e isso baixa a pressão
do sangue.
Os cães são os melhores, mas até um peixinho dourados pode causar um bom
resultado.
17- Colocar tomate ou verdura fresca no sanduíche.
Uma porção de tomate por dia baixa o risco de doença coronária em 30%,
segundo cientistas da Harvard Medicalschool; vantagens outras são
conseguidas através de verduras frescas.
18- reorganizar a geladeira.
As verduras em qualquer lugar de sua geladeira perdem substâncias
nutritivas, porque a luz artificial do equipamento destrói os flavonóides
(que combatem o câncer) que todo vegetal tem Por isso, é melhor usar a
área reservada a elas, aquela caixa bem embaixo ou guardar em um tupperware
escuro e bem fechado.
19- Comer como um passarinho.
A semente de girassol e as sementes de gergelim nas saladas e cereais são
nutrientes e antioxidantes. E comer nozes entre as refeições reduz o risco
de diabetes.
20- E, por último, um mix de pequenas dicas para alongar a vida:
- Comer chocolate:
Duas barras por semana estendem um ano a vida.
O amargo é fonte de ferro, magnésio e potássio.
- Pensar positivamente:
Pessoas otimistas podem viver até 12 anos mais que os pessimistas,
que, além disso, pegam gripes e resfriados mais facilmente, são menos
queridos e mais amargos.
- Ser sociável:
Pessoas com fortes laços sociais ou redes de amigos têm vidas
mais saudáveis que as pessoas solitárias ou que só têm contato com a
família.
- Conhecer a si mesmo:
Os verdadeiros crentes e aqueles que priorizam o 'ser' sobre o 'ter' têm
35% de probabilidade de viver mais tempo, e de ter qualidade de vida."

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

COMO AFIAR UMA FACA

HISTÓRIA DAS MASSAS ITALIANAS

GNOOCHI
 
"O singular da palavra gnoochi é gnocco. Essa expressão surgiu no século 14 ao norte da Itália e tem em sua base a palavra knohha, um apelido dado aos deficientes mentais ironizados pela nobreza.

Nesse período, os conflitos feudais eram intensos e aos mais pobres restavam como alimento o pão que sobrava dos nobres. Os pobres, então, ralavam o pão e misturavam com água, os condimentos possíveis e mais pequenas quantidades de queijo duro. Esta massa era preparada e dividida em pequenos pedaços com uma colher. Em água fervente ou algum tipo de caldo de carne, esses pedaços eram jogados. Os gnnochi eram consumidos na sopa ou escorridos.

A nobreza só foi descobrir os gnoochi com a chegada da batata, vindas das Américas no século 18. A massa passou a ficar mais leve e delicada com o uso de uma pasta de semolina e o purê de batata. Os gnoochi de batatas se tornaram costume popular nas mesas de toda ITÁLIA, sinônimo até de produto que traz sorte - dia 29, dia do Gnoochi da Fortuna".
 
 
 

HISTÓRIA DAS MASSAS ITALIANAS

CAPPELLETTI
"Os cappelletti surgiram como uma evolução dos ravioli. No século 13, os ravioli já encantavam os nobres e os plebeus do norte da Itália. Esses pasteizinhos com forma quadricular eram recheados com queijo ou com carne.

Com o decorrer do tempo, após muitos enganos na hora de servi-los, passaram a diferenciar um recheio do outro através de formatos diferentes. Os de queijo mantiveram no forma quadricular. Já os de carne passaram a ter a forma de um triângulo, com uma de suas pontas retorcidas. Esta nova forma era semelhante a de um chapéu de bico, e daí veio o nome - capelleti significa "chapeuzinhos" em italiano.

A tradição diz que os ravioli não podem ter carne em seu recheio, enquanto os cappelletti não utilizem queijo. Mas como o que realmente importa na culinária é o sabor e a criatividade, faremos uma exceção".
 
 
 

HISTÓRIA DAS MASSAS ITALIANAS

RAVIOLI
" Os ravioli nasceram na Ilha da Sicília, berço de tantas outras delícias da culinária italiana. A palavra raviolo, singular de ravioli, vem do latim graviolo, que significa cheio, pesado. Mas como nos dialetos falados na ilha é costume comer os "g" antes dos "r" , graviolo se tornou raviolo.

No princípio, não eram utilizados recheios. Os ravióli não passavam de círculos ou retângulos de massas tipo lasagna que eram colocados em caldos e sopas ou fritados em azeite de olivas, com alho e especiarias.

O recheio passou a ser adotado entre os séculos 12 e 13. Ovos, queijo, ricota e ervas eram os principais. Ao norte da Itália, entraram nos recheios carnes em geral. De acordo com a tradição, os raviolli deveriam ter formatos quadrados ou retangulares. Contudo, hoje são produzidos em diferentes desenhos, pesos, dimensões e quem os saboreia não se importa com um detalhe tão pequeno".


HISTÓRIA DAS MASSAS ITALIANAS

FETTUCCINE
"O surgimento do nome fettuccine é recente. Sua história começou no século 13, na Ilha da Sicília, Itália. Lá já se fazia os tagghiarine que eram tiras compridas de massa. A largura dessas tiras variava entre cinco e dez milímetros, dependendo da paciência de quem as fazia. Apesar do nome ter sofrido algumas variações ao norte da Itália, os restaurantes, buscando sofisticar prato tomaram como oficial o nome fettuccine para nomear as tiras feitas com dimensões iguais graças a máquinas industriais. A palavra fettuccine quer dizer "fitinhas" em italiano. Nada mais apropriado devido ao seu formato".


terça-feira, 4 de janeiro de 2011

HISTÓRIA DAS MASSAS PERTUTTI / UM BREVE RESUMO

PERTUTTI QUER DIZER PARA TODOS E ISTO SEMPRE FOI LEVADO MUITO A SÉRIO EM NOSSA FAMÍLIA, DESCENDENTES DE ITALIANOS, FAMÍLIA PIERI, FAMÍLIA CHIARI.
MINHA AVÓ, FILHA DE ITALIANOS, SEMPRE FEZ MUITAS GULOSEIMAS, ATRAVÉS DE SUAS RECEITAS ITALIANAS. SEMPRE COMEMOS MUITO MACARRÃO FEITO EM CASA, CANELONES, PIZZAS, CAPELETTI. "NATAL SEM CAPELETTI, NÃO É NATAL"!!!!!!!!
A FAMÍLIA SEMPRE REUNIDA PARA SABOREAR OS ALMOÇOS COM BASTANTE MASSAS.
MINHA MÃE HERDOU, ASSIM COMO SEUS IRMÃOS, O DOM DA COZINHA ITALIANA. MOLHO DE TOMATE FEITO EM CASA, MASSAS FEITO EM CASA, TUDO NATURAL, SEM CONSERVANTES QUÍMICOS.
HOJE, EU HERDEI AS MASSAS PERTUTTI E O DOM DA COZINHA ITALIANA DA MINHA MÃE, SEGUINDO OS SEUS PASSOS E CONSELHOS, OU SEJA, MOLHO DE TOMATE FEITO EM CASA, A MASSA FEITA EM CASA, OS RECHEIOS PREPARADOS COM PRODUTOS DE PRIMEIRA QUALIDADE, TUDO ISTO PARA OFERECER UM PRODUTO SABOROSO PARA VOCÊ E SUA FAMÍLIA. COMO SOU UM AMANTE DE UMA BOA COMIDA, TAMBÉM APRENDI A COZINHAR SABOROSOS PRATOS DA COZINHA MINEIRA, JÁ QUE SOU MINEIRO, UAI!!!!


HISTÓRIA DAS MASSAS ITALIANAS

LASAGNA
"O nome lasagna vem do latino lagana, palavra utilizada ainda hoje em certas regiões da Itália para denominar as placas produzidas com farinha de trigo e água, vinho ou ovos. No início, a massa era aberta com um rolo de madeira chamado laganaturum, ou "lasanhador". A massa era cortada em formas de quadrados ou losangos e cozidas em caldos de carne ou de vegetais.

No século 16, na cidade de Bologna, cozinheiros construíram um prato em que as lasagna eram colocadas em camadas levando recheio entre uma e outra. Esse recheio, chamado balsamella, era composto de manteiga, farinha, leite e espceiarias, como a noz-moscada. Por volta de 1720, na região da Sicília, as mulheres de pescadores e carreteiros realizam uma nova combinação: o ammogghiu trapanisi.

Elas untavam uma vasilha com azeite e intercalavam uma camada da massa com uma mistura de tomates, sal, manjericão e anchovas ou atum. No fim do século 18, em Bologna, os mestres-cucas criaram um tipo de massa esverdeada que continha espinafre e eram combinadas com um molho de carne moída, balsamella, e fatias de mozzarela entre cada lâmina da massa.

Atualmente, são inúmeras as possibilidades de recheio para este prato tão apreciado da culinária italiana".