sábado, 13 de outubro de 2012

Filé de peito de frango

Ingredientes:
* Uma bandeja de peito de frango sem osso
* Um vidro de leite de coco
* Um copo de requeijão
* Uma embalagem de molho de tomate
Modo de fazer:
* Corte o peito de frango em bifes, tempere a gosto e reserve.
* Misture o molho de tomate, o requeijão e o leite de coco
* Numa travessa ou num tabuleiro, coloque os bifes de frango e por cima despeje o molho preparado.
* Leve ao forno quente e deixe assar até gratinar o molho(40 minutos, mais ou menos).

Sirva com arroz branco e batata palha.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Cogumelos: propriedades terapêuticas
Há uma extensa literatura falando dos benefícios desses fungos, especialmente o shiitake, ou Lentinus edodes, e o Agaricus.
O shiitake também é conhecido no ocidente simplesmente como champignon, termo que também é empregado para designar todos os cogumelos comestíveis.

Essa espécie é citada pelos pesquisadores como capaz de reduzir o colesterol, ao lado de uma lista de alimentos que inclui a cevada, o farelo de arroz, a alga marinha, o leite magro e os chás, tanto o verde como o preto.
Essa mesma capacidade também é atribuída ao cogumelo preto asiático, conhecido como mo-er ou "ouvido da árvore". Essa variedade teria uma grande capacidade de "afinar o sangue", afastando os coágulos. Entre os orientais, esse cogumelo é conhecido como "tônico da longevidade". Dale Hammerschmidt, hematologista da Escola de Medicina da Universidade de Minnesota, diz que chegou a observar mudanças importantes nas plaquetas do sangue depois de comer um prato desse cogumelo preto.
Segundo pesquisadores, esse champignon contém vários componentes que "afinam o sangue", inclusive a adenosina, presente também no alho e na cebola. O médico Hammerschmidt acredita que o grande consumo pelos chineses de alho, cebola, cogumelo preto e gengibre explicaria em parte os baixos índices de doenças coronarianas entre eles.
Mas voltemos ao shiitake, que é um dos cogumelos mais consumidos entre nós. Sua principal propriedade seria uma substância descoberta e batizada de lentinan, e que seria um "modificador para melhor da resposta biológica". Alguns estudos teriam demonstrado que essa substância aumenta a atividade imunológica contra o câncer.
O lentinan, segundo algumas publicações, teria sido isolado em 1960 pelo dr. Keneth Cochran, da Universidade de Michigan. Seus estudos provaram que o lentinan exibia uma forte atividade estimulante do sistema imunológico.

A partir daí, uma série de estudos vem considerando o lentinan do shiitake uma substância eficaz para aumentar a imunidade do organismo. O lentinan seria capaz de estimular o funcionamento dos macrófagos, o que aumentaria a produção de interleucina 1, uma substância que combate os tumores.
Também seria capaz de ampliar nas células sua atividade citotóxica, de destruir as células cancerígenas. O cogumelo shiitake ainda teria a capacidade de estimular a proliferação de linfócitos T, células auxiliares especiais de proteção, aumentando também a produção de interleucina-2.
Pesquisas realizadas por cientistas da Universidade de Medicina Smmelweis, em Budapeste, Hungria, também consideram o lentinan capaz de modificar as células, aumentando sua resistência à colonização ou à disseminação de células pulmonares cancerosas. Partindo dessa informação, o shiitake pode ajudar o sistema imunológico a combater e prevenir o câncer. Por conta do lentinan, outros estudos mostraram que o shiitake é capaz de combater o vírus da gripe melhor que uma droga antiviral e antigripal.
Pelo mesmo princípio, e como qualquer alimento que estimule o sistema imunológico, o lentinan poderia ajudar no combate às infecções em geral, incluídas aquelas provocadas pelo HIV. Estudo citado em literatura diz que testes de laboratório conduzidos no Japão constataram que o shiitake é tão eficaz contra o HIV quanto o AZT, a primeira das drogas bem-sucedidas contra o Aids.
Tanto na medicina tradicional chinesa, como no resultado de alguns estudos, o shiitake aparece como sendo o tônico da longevidade, remédio para o coração, para o câncer, para a pressão arterial e para a redução das plaquetas sanguíneas aderentes. Na China, o lentinan é usado no tratamento da leucemia. Ingerido diariamente, o cogumelo shiitake fresco (85 gramas) ou seco (10 gramas) seria capaz de diminuir em 7% e 10% o nível de colesterol, respectivamente.
O cogumelo Agaricus blazei também possui a capacidade de melhorar as defesas do organismo. Vários estudos feitos com essa variedade, por pesquisadores japoneses e norte-americanos, encontraram no cogumelo Agaricus blazei componentes que estimulam a produção de novas células de defesa do organismo, tais como as células B, que produzem anticorpos (imunoglobulinas - imunidade humoral); as células T, que atacam as bactérias e vírus diretamente (imunidade celular) e as células natural killers (NK), que atacam qualquer invasão prejudicial, e representam 15% dos glóbulos brancos do sangue. Os principais componentes ativos presentes no fungo seriam os polissacarídeos Beta-D-glucana, o ácido ribonucléico, heteroglucana, xyloglucana, lecitina, etc. Introduzidos nos glóbulos brancos, esses elementos liberariam anticorpos que destroem ou impedem a proliferação de células cancerígenas A presença de esteróides naturais (ergosterol), também é relevante na ação anti-cancerígena.
Alguns estudos mostram também que cogumelos em geral, principalmente aqueles da variedade Agaricus blazei auxiliariam no controle da pressão arterial, do colesterol e da arteriosclerose pela sua riqueza em fibras e gorduras não saturadas. A espécie blazei também seria rica em vitaminas B1 e B2, além de apresentar grandes quantidades de ergosterol que pode ser convertido em vitamina D2 quando seco ao sol ou desidratado.
Cogumelos: últimas considerações

A busca por substâncias ou métodos que aumentem ou potencializem o sistema imunológico, de forma a induzir uma resistência sem causar efeitos colaterais deletérios ao organismo, tem sido uma das mais importantes buscas da ciência na cura contra o câncer e outras doenças debilitantes.
Diante dos possíveis efeitos benéficos proporcionados pelos cogumelos, especialmente as espécies Lentinus edodes (shiitake) e Agaricus blazei, fica evidenciado a importância de mais pesquisas experimentais e clínicas com esses alimentos, com o objetivo de elucidar de forma mais precisa o papel desses cogumelos como agentes preventivos e curativos.



terça-feira, 22 de março de 2011

O chapéu de cozinheiro

O chapéu de cozinheiro se tornou popular em todo o mundo. Liso ou estampado, o chapéu virou símbolo de hierarquia entre os cozinheiros
Com certeza, você já deve ter se perguntado o porquê do chapéu do cozinheiro ser como é. Além da higiene, há um motivo muito mais nobre!
Apesar da origem incerta, diz a história que o costume vem do século XV, da Europa Medieval, época em que os cozinheiros eram bem pagos e muito respeitados pelos gregos na era bizantina. Em 1453, quando os turcos derrubaram o Império Bizantino e tomaram Constantinopla, fugitivos das invasões bárbaras esconderam-se entre os monges e, para não serem identificados, adotaram as mesmas roupas usadas por eles, incluindo um chapéu negro e alto. Os monges foram os principais estudiosos e praticantes da gastronomia. Era dos monastérios que saíam as receitas mais gostosas da época. Com o passar do tempo, os bons chefs (que estavam entre os fugitivos) mudaram a cor do chapéu para se diferenciarem do clero (a cor usada foi a cinza). Os reis franceses também copiaram a roupa usada por esses monges e, sem querer, acabaram popularizando o chapéu de cozinheiro em todo o mundo.
Este modelo de chapéu só chegou à cozinha após quatro séculos (século XIX), introduzido através do célebre chef Antonin Carême (que adotou o chapéu utilizado por um de seus auxiliares e reformulou os trajes dos cozinheiros). Surge então o toque blanche (touca branca). Cada país tinha seu tipo específico de chapéu. Franceses e italianos utilizavam uma variação de touca de dormir com pompom e tudo; os chapéus espanhóis lembravam os dos toureiros; os alemães, um capacete militar; os ingleses adotavam um tipo de boné escocês bem engomado.
Chef Antoin Carême fez surgir a tradição do chapéu do chef de cozinha
Também na França (Idade Média), no reinado de Luís XIII (1601-1643) – mais ainda no de seus sucessores Luís XIV e Luís XV, a arte culinária tinha tamanha importância que os cozinheiros passaram a ser chamados de officiel de bouche (oficial da boca, título militar recebido por eles. Ser cozinheiro sempre foi considerado algo muito importante!
Já percebeu que existem vários modelos de chapéu de cozinheiro? Isso, porque dentro da cozinha, como em todas as outras funções e cargos palacianos, sempre existiu uma hierarquia. As diferentes alturas dos chapéus identificavam o posto exercido por cada um, sendo que o chef de cuisine (chefe da cozinha) sempre usava o chapéu mais alto e seus auxiliares, apenas um boné. Também havia uma diferenciação na maneira de usá-lo, uma espécie de linguagem, ditando o perfil do chef. Inflado e caído para trás, era considerado autoritário; inclinado sobre uma orelha, passava por presunçoso; achatado no alto era um chef negligente ou filósofo do fogão.
Atualmente, empregados e subalternos usam em forma de um barrete baixo; chef de partie (chefe encarregado de uma determinada área da produção), alongado; mas só o sous chef (subchefe, assistente direto do chef executivo, o segundo no comando) e o chef (responsável por tudo relacionado à cozinha, como criação de menus, gestão, pagamento dos funcionários, ordenação e design) têm direito a usar bem alto, tão alto que às vezes chega a raspar no batente da porta. Com certeza, uma questão de estilo!
Tradicionalmente, um chapéu de chef é bastante alto, 9-12″ (228-305 mm) e tem pregas verticais que correm em volta do corpo do chapéu. Outra curiosidade é o número de plissados que indica a experiência do cozinheiro. Quanto mais plissados, maior sua experiência. Feitos de tecido engomado, principalmente de algodão ou de papel, o chapéu de chef pode vir em vários tamanhos, cores e estampas; sendo este, descartável. Percebe-se que atualmente leva-se em conta apenas a altura. A moda quem dita ainda é a França, símbolo da Gastronomia.




quarta-feira, 9 de março de 2011

A Cozinha da Casa de Rubem Alves

COZINHA "Qual é o lugar mais importante da sua casa? Eu acho que essa é uma boa pergunta para início de uma sessão de psicanálise. Porque quando a gente revela qual é o lugar mais importante da casa, a gente revela também o lugar preferido da alma. Nas Minas Gerais onde nasci o lugar mais importante era a cozinha. Não era o mais chique e nem o mais arrumado. Lugar chique e arrumada era a sala de visitas, com bibelôs, retratos ovais nas paredes, espelhos e tapetes no chão. Na sala de visitas as crianças se comportavam bem, era só sorriso e todos usavam máscaras. Na cozinha era diferente: a gente era a gente mesmo, fogo, fome e alegria.
"Seria tão bom, como já foi...", diz a Adélia. A alma mineira vive de saudade. Tenho saudade do que já foi às velhas cozinhas de Minas, com seus fogões de lenha, cascas de laranja secas, penduradas, para acender o fogo, bule de café sobre a chapa, lenha crepitando no fogo, o cheiro bom da fumaça, rostos vermelhos. Minha alma tem saudades dessas cozinhas antigas...
Fogo de fogão de lenha é diferente de todos os demais fogos. Veja o fogo de uma vela acesa sobre uma mesa. É fogo fácil. Basta encostar um fósforo aceso no pavio da vela para que ela se acenda. Não é preciso nem arte nem ciência. Até uma criança sabe. Só precisa um cuidado: deixar fechadas as janelas para que um vento súbito não apague a chama. O fogo do fogão é outra coisa. Bachelard notou a diferença: "A vela queima só. Não precisa de auxílio. A chama solitária tem uma personalidade onírica diferente da do fogo na lareira. O homem, diante de um fogo prolixo pode ajudar a lenha a queimar, coloca uma acha suplementar no tempo devido. O homem que sabe se aquecer mantém uma atitude de Prometeu. Daí seu orgulho de atiçador perfeito..." Fogo de lareira é igual ao fogo do fogão de lenha. Antigamente não havia lareiras em nossas casas. O que havia era o fogo do fogão de lenha que era, a um tempo, fogo de lareira e fogo de cozinhar.
As pessoas da cidade, que só conhecem a chama dos fogões a gás, ignoram a arte que está por detrás de um fogão de lenha aceso. Se os paus grossos, os paus finos e os gravetos não forem colocados de forma certa, o fogo não pega. Isso exige ciência. E depois de aceso o fogo é preciso estar atento. É preciso colocar a acha suplementar, do tamanho certo, no lugar certo. Quem acende o fogo do fogão de lenha tem de ser também um atiçador.
O fogão de lenha nos faz voltar "às residências de outrora, as residências abandonadas, mas que são, em nossos devaneios, fielmente habitadas" (Bachelard). Exupéry, no tempo em que os pilotos só podiam se orientar pelos fogos dos céus e os fogos da terra, conta de sua emoção solitária no céu escuro, ao vislumbrar, no meio da escuridão da terra, pequenas luzes: em algum lugar o fogo estava aceso e pessoas se aqueciam ao seu redor.
Já se disse que o homem surgiu quando a primeira canção foi cantada. Mas eu imagino que a primeira canção foi cantada ao redor do fogo, todos juntos se aquecendo do frio e se protegendo contra as feras. Antes da canção, o fogo. Um fogo aceso é um sacramento de comunhão solitária. Solitária porque a chama que crepita no fogão desperta sonhos que são só nossos. Mas os sonhos solitários se tornam comunhão quando se aquece e come.
Nas casas de Minas a cozinha ficava no fim da casa. Ficava no fim não por ser menos importante, mas para ser protegida da presença de intrusos. Cozinha era intimidade. E também para ficar mais próxima do outro lugar de sonhos, a horta-jardim. Pois os jardins ficavam atrás. Lá estavam os manacás, o jasmim do imperador, as jabuticabeiras, laranjeiras e hortaliças. Era fácil sair da cozinha para colher chuchus, quiabo, abobrinhas, salsa, cebolinha, tomatinhos vermelhos, hortelã e, nas noites frias, folhas de laranjeira para fazer chá.
Ah! Como a arquitetura seria diferente se os arquitetos conhecessem também os mistérios da alma! Se Niemeyer tivesse feito terapia, Brasília seria outra. Brasília é arquitetura de arquitetos sem alma. Se eu fosse arquiteto minhas casas seriam planejadas em torno da cozinha. Das coisas boas que encontrei nos Estados Unidos nos tempos em que lá vivi estava o jeito de fazer as casas: a sala de estar, a sala de jantar, os livros, a escrivaninha, o aparelho de som, o jardim, todos integrados num enorme espaço integrado na cozinha. Todos podiam participar do ritual de cozinhar, enquanto ouviam música e conversavam. O ato de cozinhar, assim, era parte da convivência de família e amigos, e não apenas o ato de comer. Eu acho que nosso costume de fazer cozinhas isoladas do resto da casa é uma reminiscência dos tempos em que elas eram lugar de cozinheiras negras escravas, enquanto as sinhás e sinhazinhas se dedicavam, em lugares mais limpos, a atividades próprias de dondocas como o ponto de cruz, o frivolité, o crivo, a pintura e a música. Se alguém me dissesse, arquiteto, que o seu desejo era uma cozinha funcional e prática, eu imediatamente compreenderia que nossos sonhos não combinavam delicadamente me despediria e lhes passaria o cartão de visitas de um arquiteto sem memórias de cozinhas de Minas.
As cozinhas de fogão de lenha não resistiram ao fascínio do progresso. As donas de casa, em Minas, por medo de serem consideradas pobres, dotaram suas casas de modernas cozinhas funcionais, onde o limpíssimo e apagado fogão a gás tomou o lugar do velho fogão de lenha. As cozinhas, agora, são extensões da sala de visitas. Mas isto é só para enganar. A alma delas continua a morar nas cozinhas velhas, agora transferidas para o quintal, onde a vida é como sempre foi. Lá é tão bom, porque é como já foi.
Eu gostaria de ser muitas coisas que não tive tempo e competência para ser. A vida é curta e as artes são muitas. Gostaria de ser pianista, jardineiro, artista de ferro e vidro - talvez monge. E gostaria de ter sido um cozinheiro. Babette. Tita. Meu pai adorava cozinhar. Eu me lembro dele preparando os peixes, cuidadosamente puxando a linha que percorre o corpo dos papa-terras, curimbas, para que não ficassem com gosto de terra. E me lembro do seu rosto iluminado ao trazer para a mesa o peixe assado no forno.
Faz tempo, num espaço meu, eu gostava de reunir casais amigos uma vez por mês para cozinhar. Não os convidava para jantar. Convidava para cozinhar. A festa começava cedo, lá pelas seis da tarde. E todos se punham a trabalhar, descascando cebola, cortando tomates, preparando as carnes. Dizia Guimarães Rosa: "a coisa não está nem na partida e nem na chegada, mas na travessia." Comer é a chegada. Passa rápido. Mas a travessia é longa. Era na travessia que estava o nosso maior prazer. A gente ia cozinhando, bebericando, beliscando petiscos, rindo, conversando. Ao final, lá pelas onze, a gente comia. Naqueles tempos o que já tinha sido voltava a ser. A gente era feliz.
Sinto-me feliz cozinhando. Não sou cozinheiro. Preparo pratos simples. Gosto de inventar. O que mais gosto de fazer são as sopas. Vaca atolada, sopa de fubá, sopa de abóbora com maracujá, sopa de berinjela, sopa da mandioquinha com manga, sopa de coentro... Você já ouviu falar em sopa de coentro? É sopa de portugueses pobres, deliciosa, com muito azeite e pão torrado. A sopa desce quente e, chegando ao estômago, confirma... A culinária leva a gente bem próximo das feiticeiras. Como a Babette (A festa de Babette) e a Tita (Como água para chocolate)..."

 (Correio Popular, Caderno C, 19/03/2000).





sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

SALADA TROPICAL

 INGREDIENTES:

  • UM PACOTE DE MASSA SÊMOLA COM OVOS EM PARAFUSO
  • UMA CENOURA GRANDE RALADA
  • 250 GR DE TENDER CORTADO EM CUBOS
  • UMA LATA DE ABACAXI EM CALDA, ESCORRIDO E CORTADO EM CUBOS
  • 300 GR DE UVA ITÁLIA, CORTADA AO MEIO E SEM SEMENTES
  • UMA LATA DE CREME DE LEITE
  • DUAS COLHERES DE SOPA DE MOSTARDA
  • SAL E PIMENTA DO REINO A GOSTO

COMO FAZER:

  • PREPARE O MACARRÃO PARAFUSO CONFORME AS INSTRUÇÕES
  • DEIXE O MACARRÃO ESFRIAR E COLOQUE NUMA SALADEIRA.
  • MISTURE TODOS OS INGREDIENTES SÓLIDOS.
  • FAÇA UM MOLHO COM O CREME DE LEITE, A MOSTARDA, O SAL E A PIMENTA DO REINO
  • REGUE O MACARRÃO E LEVE PARA GELADEIRA ATÉ NA HORA DE SERVIR.



domingo, 23 de janeiro de 2011

CHEF DE COZINHA

"Vocês já devem ter ouvido falar até por que esta profissão está em evidência e por isso vários cursos profissionalizantes foram abertos, diversos nomes estão em alta e na mídia existe um monte de programas apresentados por chefs de cozinha.
Mas vocês sabem exatamente o que faz um chef de cozinha?
“O chefe de cozinha é o profissional responsável pela seleção dos ingredientes, pela preparação dos pratos, pela combinação dos sabores e pela sua apresentação. É de responsabilidade do chefe de cozinha manter a ordem e a higiene na cozinha, além de coordenar seus auxiliares no preparo dos pratos. Esse profissional trabalha em conjunto com o gastrônomo, seguindo projetos de cardápio estabelecidos por ele e ajudando-o a relacionar aperitivos, pratos frios, principais, sobremesas e bebidas. Na ausência de um gastrônomo no estabelecimento, suas funções são realizadas pelo chefe de cozinha.”

Outra definição que encontramos foi a da Classificação Brasileira de Ocupações – CBO do Ministério do Trabalho: “Chef de Cozinha ou Tecnólogo em Gastronomia são os profissionais que criam e elaboram pratos e cardápios, atuando direta e indiretamente na preparação dos alimentos. Gerenciam brigadas de cozinha e planejam as rotinas de trabalho. Podem gerenciar, ainda, os estoques e atuar na capacitação de funcionários.”
Pra ser um bom chef e se dar bem na profissão é necessário que a pessoa tenha algumas características, tais como:
•Organização
•Criatividade
•Higiene
•Metodologia
•Gosto por misturar sabores
•Liderança
•Gostar de fazer experiências
•Gosto por misturar aromas, sabores e cores.

Existem várias áreas de atuação para o chef de cozinha, como por exemplo: restaurantes, churrascarias, pizzarias, bares, eventos, refeitórios de empresas públicas ou privadas, hotéis, spas, pousadas, cruzeiros, em casas de família como cozinheiros particulares e também prestando assessoria e consultoria gastronômica.
O mercado de trabalho está bem aquecido e vem crescendo a cada dia.
E agora vamos falar sobre a brigada de um cozinha:

- A equipe de um restaurante ou uma cozinha industrial é formada por vários profissionais que são subordinados ao chef de cozinha.
São eles:
Souschef: é o sub-chef da cozinha
Aboyeur: é o responsável por levar o pedido da sala de jantar à cozinha.
Boucher ou Buche: é o açougueiro da cozinha
Guarde-manger: responsável pela preparação de alimentos frios
Légumier: quem prepara os legumes.
Patissier: quem prepara massas, doces e sobremesas.
Poissonier: quem prepara os peixe e molhos.
Potagier: quem prepara as sopas.
Rôtisseur: quem prepara carnes assadas e ao vapor, com seu molho apropriado."








GASTRONOMIA

"A gastronomia – esta expressão nasce no grego antigo: gastros, ‘estômago’, e nomia, ‘lei, conhecimento – é uma arte que engloba a culinária, ofício de preparar alimentos; as bebidas; a matéria-prima de que se valem os profissionais para a elaboração dos pratos e, enfim, todos os recursos culturais ligados a esta criação.
A história da gastronomia se perde nos primórdios da existência da Humanidade, iniciando-se provavelmente, segundo os historiadores, no período paleolítico, assim que o Homem começou a caçar. Uma nova etapa se descortinou para o ser humano quando ele se tornou sedentário, fixando-se a terra, impulsionando então a agricultura e o domínio dos animais. Esta ação proporcionou uma riqueza alimentar antes desconhecida, possibilitando o crescimento da população e o desenvolvimento das migrações, sempre que se esvaíam os bens naturais.
Apenas os egípcios e os mesopotâmicos mantiveram-se em sua própria terra, graças à intensa e permanente fertilidade propiciada pelos rios Nilo, Tigre e Eufrates. Os pioneiros na arte gastronômica foram os indianos, africanos, árabes, japoneses, chineses e os italianos da era do Império Romano. Logo a fartura resultante da abundância de alimentos gerou o comércio, pois havia a carência de determinados produtos em uma ou outra região, assim era preciso estabelecer um intercâmbio entre estes territórios. O comerciante gerava um fenômeno até este momento inédito, alguns alimentos novos tornavam-se indispensáveis para as pessoas, implementando ainda mais os trâmites comerciais.
Para resistir aos longos deslocamentos sem deteriorar, os alimentos foram protegidos com a adição de temperos e resinas, e cedo o Homem se deu conta da potencialidade de algumas ervas aromática, as quais incrementavam o paladar dos alimentos, além de ajudar na sua preservação. A procura destas plantas deu início a grandes transformações sócio-políticas, como o fim do Império Romano, o início dos Descobrimentos, entre outras.
A França não tardou a se tornar um grande centro gastronômico. A união do rei Louis de França com a filha da Itália Catherine de Médici, considerada a rainha das panelas, foi o princípio de uma história de sucesso para a Gastronomia em solo francês. No ano de 1748 despontou neste país um gourmet – como é designado o cozinheiro na França – de imenso talento, Antoine Careme, que já aos 17 anos era contratado para ser o cozinheiro oficial do Palácio Champps-Elisée. Posteriormente, ele foi trabalhar com o imperador Alexandre da Áustria e depois serviu com seus talentos o Barão de Rothschild, o homem mais rico e poderoso da França. Em 1885 o maior cozinheiro do Planeta também era francês, August Scouffier, o qual criou um código relacionando todos os elementos gastronômicos essenciais para uma cozinha, o que contribuiu para um requinte sem igual na Gastronomia.
Na década de 60, Paul Bocuse, Gault Millan e Jean Michelli subverteram esta arte ao criarem a Nouvelle Cuisine Française. Há uma diferença fundamental entre a Gastronomia e a Culinária. O gastrônomo ou gourmet também cozinha, mas ele está igualmente atento à sofisticação dos pratos, preocupando-se em expor da melhor forma possível os alimentos preparados. Assim, ele observa as vestes, a música e a dança mais apropriadas para se aliar a determinadas refeições, transformando este momento em uma verdadeira cerimônia alimentar, não só voltada para a sobrevivência do Homem, mas principalmente para lhe despertar o máximo prazer."